Em Tempos de crise, customização de peças torna-se uma alternativa em Buritama

Assistência e Desenvolvimento Social
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Trabalhar com customização de peças é uma boa alternativa em tempos de crise. Ao aplicar pedrarias, patchwork e até pequenos rasgos, as roupas esquecidas voltam a ocupar um lugar visível no guarda-roupas. A ação garante que as peças fiquem novas e exclusivas para o proprietário.

Em Buritama, o Departamento de Assistência e Desenvolvimento Social em parceria com o Fundo Social de Solidariedade, realiza oficina de customização com a monitora Rita Cristina de Matos Feroldi. Os encontros acontecem todas as quartas-feiras, das 14h às 16h, e conta com a participação de 15 mulheres.

Segundo a instrutora Rita, a oficina teve início em julho e segue durante este mês. Ela explicou que por mês são customizadas cerca de 50 peças. Todas as roupas alteradas seguem para o Cabide Solidário que funciona no prédio do Fundo Social. “Com as roupas de doações, transformamos em peças customizadas, após as alterações, as peças vão para o cabide. Aqui as participantes aprendem a transformar roupas que não usam, em peças úteis para o dia a dia”, explicou.

Para a diretora da Assistência e Desenvolvimento Social, Gislaine Murakami Rodrigues, as oficinas gratuitas de customização, reparos, costura, modelagem e designer de sobrancelhas, oferecem teoria e prática e podem ser um diferencial na vida das participantes, tendo a possibilidade de se tornar uma empreendedora.  “Durante o ano, já realizamos várias oficinas de capacitação. A meta é oferecer caminhos que possam garantir o aprendizado e qualificar a participante para o mercado de trabalho. Estamos oferecendo treinamento e a chance de cada uma aplicar o conteúdo em seu benefício”, explicou Gislaine.

De acordo com o a presidente do Fundo Social, Sirley Zacarias dos Santos, o objetivo é realizar oficinas para melhorar a qualidade de vida das famílias carentes da cidade. “Os programas e cursos visam resgatar a autoestima e dar dignidade por meio da qualificação profissional, além disso, é uma alternativa para combater as desigualdades sociais e gerar renda para as participantes. Já estamos elaborando os cursos para o próximo e a meta e atender ainda mais pessoas e trabalhar para oferecer novos cursos gratuitos de capacitação”, enfatizou.

Informações (18) 3691-1535 ou no prédio do Fundo Social de Solidariedade localizado na rua Marechal Deodoro, 755, Livramento, com atendimento das 7h às 11h e das 13h às 17h. 

Cabide Solidário

O Fundo Social de Solidariedade criou o projeto ‘Cabide Solidário’. A ideia surgiu ao constatar que as doações feitas eram depositadas em caixas enormes. As roupas ficavam todas misturadas, dificultando a procura pela numeração correta. O projeto já existe por todo País, o diferencial do Fundo Social foi criar uma loja para dar mais dignidade e humanizar a solidariedade. O local, além de atender às famílias em vulnerabilidade social, também recebe doações das pessoas que se preocupam com quem não tem uma roupa adequada para se vestir.

O público poderá encontrar no ‘Cabide Solidário’ roupas masculinas, femininas, infantil, sapatos e acessórios como bolsas e sacolas. Também poderão retirar cobertores doados pelo Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo. Qualquer pessoa que necessite pode comparecer no local. De acordo com a diretora do Departamento de Assistência e Desenvolvimento Social, Gislaine Murakami Rodrigues, serão proibidas a retirada de peças com o intuito de venda em brechós e bazar de roupas usadas. “Qualquer pessoa pode fazer doação de roupas ao projeto. É sempre bem-vindo”, disse.

Com o slogan “Você precisa? Sim! Pegue o necessário. Não. Doe uma peça”, conforme Gislaine, essa frase quer incentivar a solidariedade entre as pessoas da cidade. Ela explicou que o projeto busca tratar com mais dignidade e respeito a população de baixa renda (público atendido pelo órgão). “O local foi estruturado para atender esse propósito. É semelhante a uma loja de roupas com araras, balcão, mesa, sapateira, entre outros itens, no intuito de oferecer um atendimento humanizado com respeito, dignidade e igualdade, entre todos aqueles que necessitam deste serviço”, completou a diretora.

Texto e fotos: Assessoria de Imprensa

Publicação: 03-12-2019

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