Buritama recebeu curso de casqueamento e ferrageamento

Agricultura
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O andar dos cavalos parece não ter tanta importância. Se enganam quem pensa dessa maneira. A prática de casqueamento e ferrageamento envolve conhecimento anatômico da fisiologia da locomoção, nutrição, ferradura e casco do equino. Em Buritama, entre os dias 25 a 29 de setembro, 12 alunos, aprenderam técnicas para casquear e de ferraria. O trabalho contribui para melhorar o desempenho dos animais, em relação ao esporte, trabalho e lazer.

O curso foi promovido pelo Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) e Siran (Sindicato Rural da Alta Noroeste), em parceria com o Governo do Município de Buritama. As aulas foram realizadas no recinto de festas ‘Odilon Ferreira de Almeida’.

O instrutor do Senar, Joel Rodrigues da Silva, disse que para fazer o casqueamento, o profissional precisa avaliar o casco do animal e o trabalho previne rachaduras e quebras dos cascos. “O casqueamento previne doenças no casco e dores nas articulações. O animal tem o desgaste natural, contudo, evitar a quebradura, garante mais qualidade de vida ao animal”, explica ao salientar que é recomendado fazer o procedimento de 35 a 40 dias.

Silva comentou também da importância dos cuidados preventivos com os equinos. Uma das doenças prejudiciais aos cavalos é a broca. É um fungo encontrado no casco devido a sujeira acumulada. “É preciso fazer a limpeza para prevenir a doença no animal”, acrescentou que o ferrageamento auxilia no equilíbrio e favorece a saúde dos cavalos utilizados em eventos esportivos e no asfalto.

Segundo a engenheira agrônoma, Patrícia Nakatu, da Casa da Agricultura de Buritama, o curso teve como objetivo qualificar o profissional do campo. “Ele poderá economizar em sua propriedade, prevenir doenças em sua tropa, onde seus equinos passarão a viver de forma mais saudável”, comenta. “Muitos dos participantes poderão usar as habilidades para se inserirem no mercado de trabalho. O Senar fornece um excelente preparo e certificado”, concluiu.

O participante Walter Eduardo Vital da Silva trabalha há 4 anos de campero na fazenda da família. “Quero continuar no meu emprego e usar o aprendizado do curso no dia a dia”. De acordo com Leonardo Toneli de Souza, nascido e criado em sítio, a meta é investir o conhecimento em casqueamento por ferradura. “Estou desempregado e pretendo arranjar algum emprego no sítio para que eu possa desempenhar o aprendizado no curso”, finaliza.

 Texto e fotos: Assessoria de Imprensa

 

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